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Gilmar Mendes diz a Lula que governo tem culpa na crise do STF

O decano do STF apontou responsabilidade do governo na crise da corte em reunião com Lula, segundo o jornal O Globo.

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Gilmar Mendes diz a Lula que governo tem culpa na crise do STF
O Globo

Reunião entre Gilmar Mendes e Lula

O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, disse ao presidente Lula, na terça-feira (1º), que o governo é um dos culpados pela crise instaurada na corte. A informação foi publicada pela coluna de Bela Megale, no O Globo. O tema do encontro foram as revelações de que o ministro Alexandre de Moraes mantinha contato frequente com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo o O Globo, Gilmar afirmou ao presidente que o chefe da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, vinha alertando havia tempos sobre a maneira como o ministro André Mendonça conduzia investigações sensíveis. Ainda segundo o relato, Rodrigues não teve respaldo da Advocacia-Geral da União (AGU), liderada por Jorge Messias, nem do Ministério da Justiça, comandado por Wellington César Lima e Silva.

Entre as ações criticadas pela corporação estava a determinação de Mendonça para restringir o acesso da cúpula da PF a informações dos inquéritos do INSS que avançavam sobre Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente. Mendonça também requisitou a transferência de todos os dados brutos das investigações das fraudes no INSS para seu gabinete e ordenou que o afastamento de policiais das equipes fosse comunicado previamente a ele.

A AGU não acatou o pedido de Andrei para tomar providências legais, sob o argumento de que isso poderia gerar nulidade nos processos e beneficiar os culpados. Messias tentou promover um encontro entre Mendonça e Andrei, mas a agenda nunca prosperou.

As mensagens entre Moraes e Vorcaro

A crise atingiu o ápice com o fim do sigilo, imposto por Mendonça, das mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes. Segundo a CNN Brasil, em algumas delas Vorcaro afirma que o contrato com o escritório de Viviane Barci, esposa de Moraes, era o "mais importante" que tinha.

De acordo com a PF, citada pela CNN Brasil, em 8 de fevereiro de 2024 Vorcaro pediu ao cunhado, Fabiano Zettel, que enviasse o "contrato barci moraes assinado" e perguntou quando sairia o primeiro pagamento. No mesmo dia, Angelo Silva encaminhou a Vorcaro um comprovante de transferência de R$ 3.422.268,14 do Banco Master para o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advocacia, em conta no Itaú. O contrato somava R$ 131 milhões, e a CNN afirma que Moraes chegou a editar o documento antes da assinatura.

Outras mensagens indicam que Vorcaro perguntou a Moraes se precisava deixar o país dois dias antes de sua prisão. O ex-banqueiro foi detido quando tentava embarcar em um avião particular para Dubai.

Reação no Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), comentou o caso na quarta-feira (2) e lembrou a relação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com Vorcaro. "Todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme. E agora o culpado sou eu e o ministro Alexandre de Moraes", disse.

Alcolumbre tem 55 pedidos de impeachment contra Moraes sobre a mesa e não deu encaminhamento a nenhum deles. Os últimos foram protocolados depois da quebra de sigilo das investigações da PF.

Diálogos divulgados pelo site Intercept Brasil mostram Flávio e Vorcaro falando sobre o filme Dark Horse, que trata da trajetória política de Jair Bolsonaro. Uma das conversas é de 16 de novembro de 2025, um dia antes da primeira prisão de Vorcaro na Operação Compliance Zero e dois dias antes da liquidação do Banco Master. A CNN Brasil registra que Flávio publicou uma nota quando os diálogos vieram a público, mas o teor dessa nota não consta do material disponível.

PRESIDENTE (Video Oficial) - Gabito Ballesteros, Natanael Cano, Luis R Conriquez, Netón Vega · Gabito Ballesteros · YouTube

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